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Crítica | setembro 2013
Estante 9
Para todos os leitores
POR Camila Castro e Fernanda de Lima Passamai Perez

Henri vai a ParisHenri vai a Paris
Ilustração: Saul Bass
Texto: Leonore Klein
Coleção: Os contos da pipa
Tradução: Leusa Araújo
Formato: 20 x 28 cm
Páginas: 48
Editora: Gustavo Gili Brasil
Ano: 2012

Escrito por Leonore Klein, Henri vai a Paris conta a história de um menino que vive no interior da França, na cidade de Reboul, e sonha em conhecer a capital. Um dia, depois de ler um livro sobre Paris, ele decide sair atrás de seu sonho. Ao longo do caminho, Henri fica cansado e dorme sob uma árvore, o que muda o rumo de seus planos.
Originalmente publicado em 1962, é o único livro ilustrado pelo designer gráfico Saul Bass, conhecido por seus logos atemporais e por suas sequências cinematográficas memoráveis. Para narrar visualmente a caminhada de Henri, as páginas de tons laranja e verde brilhantes e marcantes apresentam ao leitor um comparativo quadro a quadro entre a pequena cidade do interior e Paris. O senso de escala e de contenção é monumental.
Os personagens são introduzidos através de formas geométricas simples e símbolos. Os habitantes de Reboul são representados por círculos ou letras com chapéus, além de terem braços e pés bem colocados. O personagem de Henri, por exemplo, é representado apenas por seus braços e suas botas verdes. A tipografia está sempre posicionada em uma forma de composição que leva o olho do leitor através do livro, como um mapa.
A capa é uma fusão entre o título e a ilustração minimalista: os pés de Henri parecem caminhar para fora da página. No geral, as ilustrações transmitem tanto o conteúdo do texto como estabelecem um estado de espírito às palavras, definindo o contexto e introduzindo uma narrativa visual com poucas informações gráficas. Isso porque, além de expor sua assinatura minimalista, Saul Bass convida o leitor a participar da autoria da obra, permitindo que preencha os espaços gráficos.

[Por Camila Castro]

 

 

Minhocas comem amendoinsMinhocas comem amendoins
Autora/ilustradora: Élisa Géhin
Editora: Pequena Zahar
Tradutor: André Telles
Formato: 22 x 33 cm
Páginas: 40
Ano: 2012

Amendoins, minhocas, pássaros e gatos. Tudo e todos em harmonia: gatos comem pássaros, que comem minhocas, que comem amendoins. Um dia, no entanto, uma minhoca-muito-irritada decide comer...um gato! Pronto, a confusão se instala! A partir desse momento, o divertido conto de Élisa Géhin, que também ilustra o livro, mergulha no nonsense e desestabiliza o leitor. Com recursos dos contos acumulativos, que impõem um ritmo acelerado à leitura, o texto joga com o leitor propondo a troca de papéis de cada um dos personagens e invertendo a ordem natural das coisas. As coloridas ilustrações descrevem com humor os eventos narrados. O texto está em letra bastão, bom para os pequenos que se iniciam na leitura, uma vez que pode funcionar como mais um estímulo. Diversão garantida!

[Por Fernanda de Lima Passamai Perez]

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